Adriano Moreno falava em declarações à Rádio Educativa sobre como correu a implementação do projeto piloto relativamente à introdução do Mandarim no ensino secundário no concelho da Praia.
Na cidade da Praia, das 12 escolas secundárias existentes, 9 ofereceram o Mandarim como língua estrangeira opcional no ano letivo 2017/2018. Um processo onde inicialmente houve uma grande demanda por parte dos alunos do 9º ano de escolaridade, mas que ao longo do ano foram desistindo, assegura o delegado do Ministério da Educação.

Adriano Moreno afiança que para além das turmas do 9º ano, o Mandarim foi igualmente alargado para o 12º ano nas escolas Cesaltina Ramos, Pedro Gomes e Miraflores. Reconhece que a introdução do idioma foi boa, no entanto, aponta alguns aspetos a serem melhorados.
“Sobretudo no que diz respeito a organização em termos de horário. O 9º ano tem uma carga horária bastante pesada, houve alguma sobrecarga. Houve igualmente uma barreira linguística, os professores só falavam Mandarim e os que dominavam o Inglês não tiveram muita interação com as turmas, o que causou desmotivação por parte dos alunos”, sublinha.

O delegado afirma que neste momento não há resultados concretos quanto ao aproveitamento dos alunos que frequentaram as aulas de Mandarim, mas adianta que, das informações obtidas das várias escolas, os alunos que terminaram o ano letivo estão motivados e aprenderam muita coisa daquilo que é a língua em si, mas também da própria cultura chinesa.

Para o próximo ano letivo, pretende-se, segundo Adriano Moreno, alargar o Mandarim a mais escolas, principalmente para as turmas do 12º ano de escolaridade, com estudantes que futuramente pensam ir estudar na China.

O delegado do Ministério da Educação da Praia é de opinião de que o Mandarim, à semelhança do Inglês, é uma língua universal e mesmo que um aluno não vá estudar à China, pode ter acesso a bibliografias variadas e conhecer outras culturas, através do idioma.

DCC