O evento de dois dias, que decorreu sob o lema “A Família no Centro do Desenvolvimento Sustentável do País”, recebeu nota positiva da Ministra que tutela a área, Maritza Rosabal. 
A iniciativa tinha como objetivo debater as principais questões que afetam as famílias cabo-verdianas, facilitar as articulações entre as instituições e ainda discutir o quadro de institucionalização e cooperação entre as entidades públicas, privadas, organismos nacionais e internacionais, para a operacionalização das Políticas Públicas do Governo voltadas para as famílias.
Para a ministra da família e inclusão social o mais importante foi ter permitido partilhar e dar a conhecer as ações em curso e ainda que todas as pessoas pudessem intervir e dar a sua opinião. Segundo Maritza Rosabal, serviu para tirar lições.
“A primeira lição talvez e a maior que nós levamos daqui é que as posturas institucionais têm que mudar no que diz respeito a atenção dada à área da deficiência. Vimos como apesar de estarmos nesta área, temos às vezes atitudes que não são verdadeiramente inclusivas, porque não eliminamos os obstáculos, que são por exemplo a deslocação ou porque não produzimos materiais que se adequem à deficiência como material em braille, visuais ou sonoros. São práticas que temos que implementar já, é muito importante.”
Ainda segundo a Ministra muito importante também são os instrumentos que trabalham sobre esta área, como a Lei de Bases sobre a Deficiência e a Regulamentação da Subsidiação, que tem que ser revista com outros elementos. Maritza Rosabal defende ainda que, tendo em conta que em matéria de família Cabo Verde tem várias tipologias, é necessário que todo o quadro normativo e a própria política incluam todos os tipos de família e dê respostas que incluam as suas necessidades.
A necessidade de a área de ação social separar aquilo que são práticas rotineiras e planificações do que é uma resposta emergencial de acordo com os problemas que as pessoas enfrentam foi ainda destacada pela governante, que se congratulou com a presença de várias instituições que intervêm na matéria.
O Sistema de Cuidados, que está a ser implementado como pilar da proteção social, é igualmente citado por Mariza Rosabal como um passo importante que o país está a dar. 
“Ele é essencial porque promove a igualdade de género, porque vai diminuir o tempo que as pessoas dedicam aos cuidados, vai liberar as mulheres para o mundo do trabalho e para outras atividades, mas também vai contribuir para a promoção e proteção das crianças, o que é muitíssimo importante. Outra questão interessante é a relação entre uma outra nova abordagem na ótica da ação social escolar, que era uma abordagem direcionada para o apoio material e para garantir a assistência e o acesso à escola, mas já se viu que essa ação social escolar tem que ter uma outra componente, que é o trabalho comportamental e dos afetos para permitir que as crianças e adolescentes permaneçam na escola e tenham sucesso.”
Paralelamente ao Simpósio Nacional de Família e Inclusão Social, decorreu no mesmo espaço uma Feira Inclusiva aberta ao público, cujo objetivo era informar a sociedade sobre os programas e projetos que o Governo tem em curso no setor da família, com destaque para a garantia do acesso ao rendimento, à educação, aos cuidados e à saúde, à promoção da igualdade e equidade do género e à garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
 
UT