A introdução da disciplina de Mandarim no ano letivo 2017/2018, como língua estrangeira opcional no 9º ano de escolaridade, surgiu através de uma parceria entre o Ministério da Educação e o Instituto Confúcio e abrangeu escolas dos concelhos de Santa Catarina de Santiago, Praia e São Vicente.

Em Santa Catarina, este projeto piloto abarcou a Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes – ESANF, com 150, distribuídos por 10 turmas e o Liceu Amílcar Cabral – LAC, com 120 alunos repartidos por 8 turmas.

“No LAC os alunos terminaram o ano letivo com sucesso, não houve desistência, tanto que no dia da cultura chinesa fizeram várias atividades, através das quais puseram em prática o Mandarim. Na escola ESANF houve algumas desistências, tendo em conta que os alunos moram distante da escola, mas os que ficaram tiveram resultados positivos”, afirma Pedro Monteiro, Delegado do Ministério da Educação de Santa Catarina.
A nível geral, a introdução do Mandarim decorreu muito bem, os resultados foram positivos assegura o Delegado, que acrescenta que os professores que lecionaram a disciplina foram dinâmicos e que apesar de não falarem o Português criaram uma comunicação eficiente, com metodologias interessantes.
Alargar a disciplina aos alunos do 12º ano, formar uma turma de professores interessados no idioma e incluir a escola técnica Grão-Duque Henri na lista de instituições que oferecem a língua são metas a alcançar no próximo ano letivo.
“Fazemos questão de trabalhar para que haja Mandarim na escola técnica”, sublinha o Delegado do Ministério da Educação de Santa Catarina de Santiago, que destaca ainda que num mundo globalizado, as línguas são ferramentas importantes e que o Mandarim não foge à regra, tendo em conta que muitos alunos estão a mostrar interesse em estudar na China.
Refira-se que a introdução do Mandarim no ensino secundário faz parte dos desafios do Ministério da Educação relativamente ao domínio e ensino de línguas estrangeiras, cuja finalidade é alargar o perfil linguístico dos alunos.
 

DCC