Mais de 40 crianças dos ensinos básico e secundário participam na quinta edição do parlamento infanto-juvenil, que decorre hoje em São Domingos sob o lema “Pais responsáveis por uma infância segura”.

O evento acontece nas instalações das Aldeias Infantis SOS e é organizado pela delegação local do Ministério da Educação (ME) e pela direcção das aldeias infantis.

Tem como objectivo levar as crianças a opinar sobre os seus direitos e deveres e ainda chamar a atenção das autoridades civis e locais e de outras instituições sobre as responsabilidades que se devem ter com a infância, conforme explicou o delegado ME em São Domingos, Wilson Moreno.

“Ter o ministério ligado a este evento é bastante gratificante. Nós assumimos um papel preponderante neste assunto da infância, porque trabalhamos com crianças desde o jardim até ao ensino básico. Então, é importante organizar esta acção e tentar fazer a nossa parte”, afirmou.

Wilson Moreno lembrou que desde o ano passado foi criada uma comissão municipal de protecção de crianças e adolescentes no concelho de São Domingos da qual fazem parte a Câmara Municipal e outras instituições.

Mas a ideia, segundo a mesma fonte, é integrar também a Procuradoria da República, o Tribunal, os Registos que estão presentes nesta V edição do parlamento, para juntos trabalharem de forma mais activa as recomendações que sairão desta plenária infantil.

Já Alcides Moreira, responsável das Aldeias Infantis SOS em São Domingos, explicou que o lema “Pais responsáveis por uma infância segura” se deve ao facto de mais de 50% das crianças em Cabo Verde viverem em situação de monoparentalidade. Daí a necessidade de chamar atenção para este problema.

“Acolhemos crianças que foram vítimas da não responsabilização dos pais. Por isso escolhemos este lema que reforça essa questão, até porque, no futuro próximo, toda a acção das Aldeias SOS estará voltada para desinstitucionalização das crianças. O lugar da criança é na família”, sintetizou Alcides Moreira.

Neste momento, as Aldeias Infantis SOS em São Domingos acolhem 82 crianças das ilhas do Fogo, Santo Antão e de São Vicente. Mas, conforme Alcides Moreira, a maior parte dos internos é da ilha de Santiago.