O concelho dos Mosteiros, na ilha do Fogo, acolheu na terça-feira, dia 10 de abril, o encontro de socialização da proposta de normativo sobre o processo de avaliação das aprendizagens no ensino básico.
Apresentada por duas técnicas da Direção Nacional de Educação, estiveram persentes no encontro o Delegado do ME nos Mosteiros, diretores dos agrupamentos 1 e 2, coordenadores pedagógicos do ensino básico e secundário, coordenadores das escolas, coordenador de estatística, coordenador do EBA, subdiretores pedagógicos e técnicos da sala de recursos.
Durante a apresentação desta proposta, a técnica da DNE, Rosa Silva, abordou alguns aspetos, como a visão para a educação do Governo, que vai no sentido de levar ao aluno a construir um perfil cosmopolita e aberto ao mundo, os princípios fundamentais que alinham a politica educativa em matéria de melhoria da qualidade de aprendizagem; o plano estratégico da educação; a nomenclatura de avaliação, a avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais, a conceção, aplicação e correção dos testes concelhios e nacionais no 1º ciclo, as funções e modalidades de avaliação, dentre outros aspetos inerentes ao processo de avaliação.
Após a apresentação da proposta de normativo sobre o processo de avaliação das aprendizagens no ensino básico, os presentes demonstraram as suas preocupações, que tinham a ver sobretudo com a nomenclatura de avaliação, pois, no entender dos participantes, o valor quantitativo que determina a avaliação qualitativa precisa ser revisto. Quiseram ainda saber quem serão os responsáveis pela correção das provas nacionais. Pediram ainda mais esclarecimentos sobre a conceção e estruturação da caderneta, sobre a avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais, solicitando que sejam criados espaços na caderneta que permitam ao professor registar todos os ingredientes de avaliação desse grupo de alunos. Ainda foi sugerido, unanimemente, que a a avalição formativa seja de maior peso em relação aos testes sumativos, pois os conhecimentos adquiridos pelo aluno ao longo do ano não poderão ser avaliados com aplicação de um simples teste, tendo em conta que no mesmo o aluno, por algum motivo, pode ficar afetado pela ansiedade, medo, preocupação, fator tempo, entre outros.
 
(Com o Gabinete da Comunicação e Imagem da Delegação do ME dos Mosteiros, José Carlos e António Vieira)